Sexta-feira, 14 de Julho de 2006
Saudosa frescura!!!
Quarta-feira, 12 de Julho de 2006
O fantástico poder do betão!
Sábado, 8 de Julho de 2006
...
Valeu a pena!!! Obrigado Selecção!
Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
Fernando Pessoa
Sexta-feira, 7 de Julho de 2006
In Gods hands
I looked at your face I saw that all the love had died
I saw that we had forgotten to take the time
I, I saw that you couldn't care less about what you do
Couldn't care less about the lies
You couldn't find the time to cry
We forgot about love
We forgot about faith
We forgot about trust
We forgot about us
Now our love's floating out the window
Our love's floating out the back door
Our love's floating up in the sky in heaven
Where it began back in God's hands

You said that you had said all that you had to say
You said baby it's the end of the day
And we gave a lot but it wasnm't enough
We got so tired that we just gave up
We didn't respect it
We went and neglected it
We didn't deserve it
But I never expected this
Our love floated out the window
Our love floated out the back door
Our love floated up in the sky to heaven
It's part of a plan
It's back in God's hands
Back in God's hands
It didn't last
It's a thing of the past
Oh we didn't understand
Just what we had
Oh I want it back
Just what we had
Oh I want it back
Oh just what we had
Nelly Furtado
sinto-me:
Ironia pensativa
música: In god's hands - Nelly Furtado
Quarta-feira, 5 de Julho de 2006
Valeu rapazes!!
Sábado há mais....mas não era bem isto que queriamos...mas de qualquer dos modos...Parabens e Obrigado!

música: A Portuguesa
Será
Será que ainda me resta tempo contigo, ou já te levam balas de um qualquer inimigo. Será que soube dar-te tudo o que querias, ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias. Será que fiz tudo que podia fazer, ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer. Será que lá longe ainda o céu é azul, ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul. Será que a tua pele ainda é macia, ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia. será que ainda te posso valer, ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer. Será que é de febre este fogo, este grito cruel que da lebre faz lobo. Será que amanha ainda existe para ti, ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri. Será que lá fora os carros passam ainda, ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda. Será que a cidade ainda esta como dantes ou cantam fantasmas e bailam gigantes. Será que o sol se põe do lado do mar, ou a luz que me agarra é sombra de luar. Será que as casas cantam e as pedras do chão , ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão .
Será que sabes que hoje é Domingo, ou os dias não passam, são anjos caindo. Será que me consegues ouvir ou é tempo que pedes quando tentas sorrir. Será que sabes que te trago na voz, que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós. Será que te lembras da cor do olhar quando juntos a noite não quer acabar. Será que sentes esta mão que te agarra que te prende com a forca do mar contra a barra. Será que consegues ouvir-me dizer que te amo tanto quanto noutro dia qualquer. Eu sei que tu estarás sempre por mim Não há noite sem dia, nem dia sem fim. Eu sei que me queres, e me amas também me desejas agora como nunca ninguém. Não partas então , não me deixes sozinho Vou beijar o teu chão e chorar o caminho. Será , Será , Será !
sinto-me:
música: Natural blues - Moby
Domingo, 2 de Julho de 2006
Strong
My breath smells of a thousand fags And when I'm drunk I dance like me dad I've started to dress a bit like him Early morning when I wake up I look like Kiss but without the make up And thats a good line to take it to The bridge And you know and you know 'Cos my life's a mess And I'm trying to grow so before I'm old I'll confess You think that I'm strong you're wrong You're wrong I'll sing my song my song my song My bed's full of takeaways and fantasies of easy lays The pause button's broke on my video And is this real 'cos I feel fake, Oprah Winfrey, Ricky Lake Teach me things I don't need to know
And you know and you know 'Cos my life's a mess And it starting to show so before I'm old I'll confess You think that I'm strong you're wrong You're wrong I'll sing my song my song my song If I did it all again I'd be a nun The rain was never cold when I was young I'm still young we're still young (step inside the sun) Life's too short to be afraid Step inside the sun And you know and you know 'Cos my life's a mess And I'm trying to grow hey hey ! You think that I'm strong you're wrong You're wrong I'll sing my song my song my song Life's too short to be afraid So take a pill to numb the pain You don't have to take the blame
RW
sinto-me:
música: Sexto sentido - S4 e SG
Sábado, 1 de Julho de 2006
A Epilepsia
Hoje decidi falar-vos de uma donça crónica, que ao que me parece só o nome assusta muita gente por pura ignorância. Como qualquer doença, e falo por experiência própria, não é nada agradavel e não tem nenhuma cura especifica.
Os sinais elétricos incorretos do cérebro (descarga neuronal) podem ser localizados ou difusos, no primeiro caso aparecendo como uma crise parcial e no segundo caso como generalizada, atingindo ambos os hemisférios cerebrais. Estas alterações geralmente duram de poucos segundos a alguns minutos. De acordo com o grau de comprometimento dos hemisférios cerebrais, a crise convulsiva pode ser de diversos tipos, não se utilizando mais a antiga nomenclatura de “pequeno e grande mal”. Pode ser apenas uma “crise de ausência”, quando o doente fica parado e ausente enquanto durar a crise e retornando onde tinha parado em seguida. Pode ser uma crise parcial simples ou complexa, na forma simples ocorrem apenas alterações na percepção do paciente em relação ao meio exterior, como medo e outras emoções, na forma complexa o paciente perde a consciência. As crises mais conhecidas, devido a dramaticidade do quadro, são as tônico-clônicas, quando o paciente perde a consciência e cai rígido, com as extremidades do corpo temendo e se contraindo. Existe ainda a somente tônica, a somente clônica, a mioclônica e não classificada. Ao todo existem mais de trinta tipos diferentes.
Qualquer pessoa pode sofrer um ataque epiléptico, devido, por exemplo, a choque elétrico, deficiência em oxigênio, traumatismo craniano, baixa do açúcar no sangue, privação de álcool, abuso da cocaína (1 em cada 20 pessoas têm uma única crise isolada durante a sua vida, e essas crises isoladas não são sinônimo de epilepsia, termo empregado apenas para casos em que as crises t~em uma tendência a se repetir espontaneamente ao longo do tempo). As crianças menores podem ter convulsões quando têm febre; nestes casos, são chamadas "convulsões febris", mas não representam epilepsia.
Ao presenciar um ataque convulsivo (que tanto pode ser causado por epilepsia como por outros motivos, como verminose, traumatismo na cabeça e febre alta), percebe-se a contração involuntária da musculatura provocando movimentos desordenados e geralmente perda da consciência. As manifestações mais evidentes são a queda, salivação abundante, eliminação de fezes e urina (às vezes) e movimentos desordenados.
- Proteja a cabeça da vítima com um travesseiro ou pano (para que ela não se machuque se debatendo) e afrouxe-lhe a roupa.
- A vítima poderá morder a própria língua, mas não irá engolí-la. Por isso, não coloque objetos em sua boca nem tente puxar a língua para fora.
- Deixe a vítima debater-se livremente. Coloque-a em deitada em posição lateral para que a baba escorra.
- Mantenha-a em repouso, cessada a convulsão. Deixe-a dormir.
- Nas convulsões infantis por febre alta, deite a criança envolta de uma toalha úmida.
- Procure ajuda médica se:
- A pessoa se feriu gravemente com a crise (por exemplo, bateu a cabeça em algum objeto)
- A crise dura mais do que o normal para aquela pessoa (se não se souber a duração normal da crise para a pessoa em questão, tomar como limite cinco minutos)
- Importante: Não jogue água sobre a vítima, não dê tapas, não tenha receio (a baba de um epilético não transmite a doença). Não é necessário fazer massagem no coração ou respiração boca-a-boca.
Calcula-se que 0.25% da população mundial seja afetada, e a ocorrência é maior em países em desenvolvimento, onde vivem 85% dos cinqüenta milhões de pacientes com epilepsia (90% dos quais não recebem diagnóstico ou tratamento). Pode iniciar-se em qualquer idade, mas é mais comum até aos 25 e depois dos 65 anos. Também se observa uma leve diferença entre os sexos: há mais homens que mulheres com epilepsia.
Existem várias causas para a epilepsia, pois muitos fatores podem lesar os neurônios (células nervosas) ou o modo como estes comunicam entre si. Os mais frequentes são: traumatismos cranianos, provocando cicatrizes cerebrais; traumatismos de parto; certas drogas ou tóxicos; interrupção do fluxo sanguíneo cerebral causado por acidente vascular cerebral ou problemas cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores.
Podem ser encontradas lesões no cérebro através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, mas normalmente tais lesões não são encontradas. O eletroencefalograma (EEG) pode ajudar, mas idealmente deve ser feito durante a crise. Existe uma discussão sobre a “personalidade epiléptica” no sistema legal, mas de um modo geral o epiléptico não deve ser considerado inimputável.
Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por "sintomática", quer dizer, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65 % dos casos não se consegue detectar nenhuma causa- é a chamada epilepsia "idiopática". Emprega-se o termo epilepsia "criptogénica" quando se suspeita da existência de uma causa mas não se consegue detectar a mesma.
Conquanto possa ser provocada por uma doença infecciosa, a epilepsia, ao invés de algumas crenças habituais, não é contagiosa, ninguém a pode contrair em contato com um epiléptico. Além disso, na maioria dos casos, não pode ser transmitida aos filhos: para que estes a possam herdar, a tendência para a doença já deve existir antes que uma pessoa sofra de epilepsia.
Alguns fatores podem desencadear crises epilépticas:
-
Famosos cuja biografia indica que sofrem/ sofreram de epilepsia
- Alfred Nobel, criador do prêmio Nobel. Há evidências de que sofreu de epilepsia principalmente na infância.
- Caio Júlio César, estadista romano
- arquiduque Carlos da Áustria (1771 - 1847))
- Fiódor Dostoievski, escritor russo. Ele começou a ter as crises aos 25 anos de idade. Os ataques se prolongaram até a sua morte aos 60 anos. Nestes 35 anos, o escritor teve cerca de 400 crises convulsivas, que eram seguidas de confusão mental, depressão e distúrbios temporários de fala e memória. "sim, eu tenho a doença das quedas, a qual não é vergonha para ninguém. E a doença das quedas não impede a vida".
- Gustav Flaubert, escritor francês, autor de Madame Bovary. A doença se manifestou aos 22 anos de idade, com crises parciais simples, (com sintomas visuais de curta duração) e depois com crises complexas. Ele também apresentava os sintomas emocionais, como terror, pânico, alucinações, pensamentos forçados e fuga de idéias.
- Hermann von Helmholtz, físico alemão (1821 - 1894)
- Ian Curtis, roqueiro inglês. O vocalista da banda Joy Division (criada em 1977, época seguinte ao estouro do movimento punk) teve a primeira crise convulsiva logo após a estréia em Londres. O show foi decepcionante e a crise o abalou. Depois disso, a excitação dos shows o levava a ter ataques epilépticos em pleno palco.
- Machado de Assis, escritor brasileiro
- Margot Hemingway, atriz americana (1955 - 1996)
- Michel Wilding
- Napoleão Bonaparte, imperador francês. "Gemia e babava, tinha uma espécie de convulsão que cessava ao cabo de um quarto de hora..." (testemunho de Talleyrands, ano de 1805, um dos que atestam que o imperador sofria, desde jovem, de epilepsia)
- D Pedro I, imperador do Brasil. Segundo os historiadores, ele sofria de epilepsia herdada do lado materno de sua família e antes dos 18 anos já tinha sofrido seis crises.
- Richard Burton, ator inglês
- Saul, rei bíblico
- Sócrates
- Van Gogh, pintor holandês. Em uma dessas cartas, quando estava internado em Sait-Remy, ele escreveu: "as alucinações insuportáveis desapareceram, estando agora reduzidas a um pesadelo simples, eu penso que em conseqüência do uso que venho fazendo do brometo de potássio", o primeiro medicamento usado para combater crises epilépticas.
- Wladimir Iljitsch Lenin, revolucionário russo (1870-1924)
A epilepsia é conhecida desde a Antigüidade e já foi associada a factores divinos e demoníacos. Independente do fator, no entanto, as crises epilépticas, principalmente as generalizadas, sempre assustaram muito as pessoas que as presenciam, fazendo com que o epiléptico tenha que enfrentar, no decorrer de sua vida, um obstáculo difícil de transpor: o de ser socialmente estigmatizado.
Segundo o presidente da Sociedade de Neurologia Pediátrica Mexicana, Jesus Gómez-Placencia, em artigo publicado na revista Cérebro & Mente, 75% dos pacientes epiléticos iniciam suas crises antes dos 18 anos. E para a criança com epilepsia, sofrer o estigma chega a ser pior que a própria doença. Ele alerta para a importância de se efetuar o diagnóstico o mais cedo possível, para que se estabeleça o tratamento adequado, e para que possam ser trabalhados os aspectos psico-sociais relevantes para a reintegração do paciente a seu núcleo familiar, escolar e social.
"Em todos os países, a epilepsia representa um problema importante de saúde pública, não somente por sua elevada incidência, mas também pela repercussão da enfermidade, a recorrência de suas crises, além do sofrimento dos próprios pacientes devido às restrições sociais que na maioria das vezes são injustificadas", afirma o neurologista, que também é professor da Universidade de Guadalajara, no México.
Fonte: Wikipedia
sinto-me:
música: Advertising Space - RW
Terça-feira, 27 de Junho de 2006
Falésia da Solidão